Pela terceira Copa do Mundo consecutiva, a Ricardo Almeida assina o guarda-roupa oficial da seleção brasileira de futebol para os jogadores e comissão técnica. Para o ciclo de 2026, a marca paulista apresentou um projeto que divide a estética da delegação em dois pilares: o rigor clássico para a comissão técnica e o experimentalismo contemporâneo para os atletas.
Carlo Ancelotti e os membros de sua comissão utilizarão costume tradicional de dois botões com calça social, camisa branca e gravata. Já os jogadores vestirão peças da linha RA2, vertente mais jovem da marca.
O destaque do conjunto dos atletas é o caban, desenvolvido sem estruturas internas ou ombreiras, priorizando a fluidez. A peça é combinada a calças sociais de modelagem ampla e desconstruída, acompanhadas de camisetas em fio pima e mocassins de camurça.
Para o projeto, foi selecionada uma lã fria italiana por conta da leveza e adaptabilidade térmica. A cor é um dos pontos centrais da nova identidade: um tom de petróleo suave e acinzentado, que mescla nuances de azul e verde. O objetivo, segundo a marca, é transmitir sobriedade sem recorrer aos tons marinhos ou pretos convencionais.”A intenção foi criar peças que mantivessem a identidade da alfaiataria, mas incorporando proporções e desconstruindo a técnica formal”, afirma o estilista Ricardo Almeida. “Traduzimos uma linguagem conectada ao perfil dos jogadores, que utilizam o vestir como forma de expressão pessoal.”

Apesar da estética mais relaxada e oversized adotada para os jogadores, o processo de produção permanece fiel ao DNA da marca. Todas as peças são executadas sob medida, com acompanhamento técnico para ajustar o corte às particularidades físicas de cada atleta e membro da comissão.
A unidade visual do grupo é selada pelo brasão clássico da CBF, aplicado tanto na alfaiataria quanto nos forros desenvolvidos exclusivamente para o projeto.
